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Comentário ao livro “SATÃ EM GORAY” de Isaac Bashevis Singer
“Satã em Goray” foi o primeiro romance daquele que viria a ser o primeiro escritor de língua Iídiche a ser galardoado com o Prémio Nobel de Literatura. Na verdade, toda a sua obra foi escrita em Iídiche e depois traduzida para inglês, muitas vezes pelo próprio autor. Apesar de ser uma primeira obra (embora o autor tenha publicado anteriormente contos e feito críticas e traduções), é uma obra-prima.
Isaac Bashevis Singer é um judeu polaco (mais tarde americano) descendente de líderes religiosos, mas nascido numa fase de transição, entre a primeira e a segunda guerra mundial. O secularismo nascente e a influência do materialismo soviético, por um lado, e o nacionalismo nazi, pelo outro, marcaram a sua juventude, criando nele uma luta interna entre os valores tradicionais e os valores emergentes. Esta luta está patente nesta obra e é o pano de fundo sobre o qual a ação decorre, embora esta se situe no século XVII. Não foram Lenine e Estaline, ou Hitler e Mussolini autênticos messias para os seus "adoradores"?