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Os Meus Nobel

Aqui encontra informação sobre a vida e a obra de grandes escritores, galardoados com o Prémio Nobel de Literatura ou não, minhas recensões de livros, textos de minha autoria e notícias literárias

Os Meus Nobel

Aqui encontra informação sobre a vida e a obra de grandes escritores, galardoados com o Prémio Nobel de Literatura ou não, minhas recensões de livros, textos de minha autoria e notícias literárias

Lisboa Noir

Vibarao, 01.07.24

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Comentário ao livro “Lisboa Noir” de Luís Corte-Real

Com muito atraso, não por falta de vontade, mas por falta de tempo, consegui ler esta obra do nosso querido Luís Corte-Real.  E aqui estou para dar conta da minha opinião sobre esta sua terceira obra.

“Lisboa Noir” não segue a linha das anteriores obras, em que o herói é o tenebroso detetive do oculto Benjamim Tormenta, embora tenha como protagonista outro não menos improvável detetive. Pode enquadrar-se no subgénero da fantasia conhecido por distopia, embora não se refira a um futuro mais ou menos distante, mas sim a um passado não muito distante. Eu explico:

 

Decameron

Vibarao, 06.03.24

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Comentário ao livro “Decameron” de Giovanni Boccaccio

“Decameron” que significa em grego, dez dias, é a mais reputada obra de Boccaccio, que foi inspirada ao autor pela grande epidemia de peste negra que assolou a cidade de Florença em 1348, o ano anterior àquele em que começou a ser publicada.

Começa com uma introdução, onde o autor explica a origem da epidemia, como se espalhou, os sintomas que apresenta e a sua característica extremamente mortal. Estima também que terá matado em Florença e arredores cerca de 100 mil pessoas. De seguida, mostra-nos como as pessoas reagiram: uns dedicaram-se a satisfazer os seus instintos mais primários, enquanto outros se fecharam em casa a rezar e a oferecer sacrifícios, acreditando que a peste era um castigo pelos pecados. Por fim, indica que muita gente fugia para as suas casas de campo,  outros, que as não tinham, vagueavam pelos campos e pelas matas, e também havia quem se reunisse nas igrejas.

 

Dona Flor e seus dois maridos

Vibarao, 18.02.24

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Comentário ao livro "Dona Flor e seus dois maridos" de Jorge Amado

O romance “Dona Flor e seus dois maridos” é considerado uma das obras-primas de Jorge Amado, um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX. Este e “Gabriela, Cravo e Canela” são marcos fundamentais da segunda e mais importante fase da obra do autor, onde se dedica a fazer a crónica de costumes da vida baiana.

No caso de “Dona Flor e seus dois maridos”, Jorge Amado realça o contraste entre o comportamento social da burguesia representada pelos comerciantes e os dirigentes da administração pública, ou seja, os mais velhos e mais bem colocados na vida, e o comportamento dos mais jovens, mais desligados dos usos e tradições, que buscam tirar da vida o máximo prazer, sem se preocuparem com o futuro e com as críticas de que possam ser alvos. Tudo apresentado numa linguagem de sabor poético, bem-humorada, alegre e desinibida, divertida e, por vezes, bastante apimentada.

 

A Anomalia

Vibarao, 14.01.24

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Comentário ao livro "A ANOMALIA" de Hervé Le Tellier

Este romance apresenta-nos uma história muito atual e muito oportuna, escrita de uma forma inovadora e algo surpreendente.

No dia 10 de março de 2021, um avião que fazia a viagem de Paris a Nova Iorque entra subitamente numa tempestade gigantesca, invulgar naquela altura do ano e não referenciada na carta meteorológica. Embora com danos, consegue aterrar no aeroporto JFK. No dia 24 de junho de 2021, aparece subitamente no mesmo local uma duplicação do mesmo voo, afirmando acabar de sair da mesma tempestade. Perante o insólito da situação, é desviado para uma base aérea americana para averiguações.

 

O Instituto

Vibarao, 07.11.23

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Comentário ao livro “O INSTITUTO” de Stephen King

Finalmente, consegui um tempinho para ler esta obra de Stephen King, o grande rei do thriller. Como de costume, é uma história fantástica, uma situação inimaginável e com um final arrepiante e teoricamente impossível.

Na primeira parte, é-nos apresentado Tim Jamieson que, aparentemente, não tem nada que ver com a história que Stephen King nos quer contar, mas terá um papel cruciante na parte final. Parece que o destino o conduziu para o local onde teria de estar, ele que era a pessoa certa para fazer o que tinha de ser feito quando chegasse a hora de ser feito.

 

Os Loucos da Rua Mazur

Vibarao, 17.04.23

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Comentário ao livro “OS LOUCOS DA RUA MAZUR” de João Pinto Coelho

Muito tem sido escrito sobre a Segunda Guerra Mundial. É talvez o tema que tem inspirado mais livros e de todos os tipos, desde grandes volumes de História a teses de uma grande variedade de áreas do conhecimento. Também a ficção já inspirou grande quantidade de obras e também de vários géneros literários. E, quando julgamos que já nada de novo nos pode ser contado, que já nada nos vai impressionar, surge este livro, com uma história que é um demolidor “murro na barriga” de qualquer leitor.

 

O Deus das Moscas Tem Fome

Vibarao, 14.04.23

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Comentário ao livro “O DEUS DAS MOSCAS TEM FOME” de Luís Corte Real

Admitindo que alguém menos familiarizado com o mundo dos livros em Portugal não o conheça, começo por informar que o autor deste livro, Luís Corte Real, é o fundador e editor da Saída de Emergência, uma editora que há quase 20 anos se dedica à literatura de fantasia em Portugal. Foi ele que lançou no nosso País, por exemplo, a escritora Nora Roberts com extraordinário sucesso. Foi ele que criou a mítica coleção “Bang!” e a “Revista Bang!”, uma revista semestral gratuita dedicada à fantasia, ficção científica e horror. Foi ele que editou entre nós sagas como “As Crónicas de Gelo e Fogo”, “Predadores da Noite”, “Sangue Fresco”, “Casa da Noite” ou “The Witcher”, o mais recente sucesso, entre muitas outras.

Pois Luís Corte Real resolveu concretizar um sonho antigo: lançar a sua própria saga de horror. E em boa hora o fez, porque este primeiro livro de “Benjamim Tormenta”, o Detetive do Oculto que se passeia pelas ruas de Lisboa em pleno século XIX e resolve os estranhos casos de polícia que mais ninguém consegue resolver, é positivamente uma obra de arte, digna de um Lovecraft, um Conan Doyle, um Bram Stoker, um Clive Barker ou um Stephen King.

 

Trilogia da Mão

Vibarao, 16.03.23

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Comentário ao livro “Trilogia da Mão” de Mário Cláudio

A “Trilogia da Mão” é um conjunto de três livros agora editados num volume só. Nesta trilogia, Mário Cláudio conta quatro histórias, não três. O primeiro livro é dedicado ao pintor Amadeo de Souza-Cardoso; o segundo à violoncelista Guilhermina Suggia; o terceiro à louceira artesanal de Barcelos Rosa Ramalha. Mas o interessante é que, ao longo dos três livros, corre uma quarta história passada na atualidade (note-se que os livros foram escritos no início da década de 80, sendo essa a atualidade – os primeiros anos do pós-25 de abril).

O mais interessante desta obra é exatamente esta quarta história da qual o próprio autor é personagem. Arriscaria mesmo dizer que as personagens centrais de cada um dos três livros são o pretexto para contar a história que percorre toda a trilogia e é, na verdade, a principal, diria mesmo, a única história que Mário Cláudio nos transmite.

 

Os Fidalgos da Casa Mourisca

Vibarao, 22.02.23

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Comentário ao romance “Os Fidalgos da Casa Mourisca” de Júlio Dinis

O enredo deste romance gira à volta de quatro personagens principais. D. Luís, o velho fidalgo da Casa Mourisca, está cada vez mais afundado em dívidas, vê a sua vida destruída por sucessivas tragédias, como a morte da mulher e da sua adorada filha mais nova, Beatriz. Tomé da Póvoa é o antigo caseiro de D. Luís, que conseguiu singrar na vida com muito trabalho e dedicação e hoje é um abastado agricultor honesto e honrado que faz a inveja do fidalgo. Jorge, o filho mais velho de D. Luís, é um jovem ponderado que sofre com a decadência da sua família e pretende inverter a situação e erguer novamente o nome da casa e da família e devolver-lhe a prosperidade. Berta, a filha de Tomé da Póvoa, é uma jovem elegante, virtuosa, de bons costumes que regressa a casa depois de ser educada na cidade de Lisboa e é afilhada do fidalgo da Casa Mourisca.

 

Contos de Beatrix Potter

Vibarao, 15.02.23

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Comentário ao livro “Contos” de Beatrix Potter

Este livro contém 23 contos, todos os que Beatrix Potter escreveu, ilustrou e publicou. Estão por ordem da data em que foram publicados. O primeiro é “O Conto do Pedrito Coelho” de 1902 e o último é “O Conto do Porquinho Robinson” de 1930. Portanto, uma média de quase um conto por ano. Mas houve anos em que escreveu dois ou três contos, especialmente quando era nova, e anos em que não escreveu qualquer conto, quando já não era tão nova e lhe faltava o tempo para desenhar os seus queridos bichinhos. Por exemplo, entre a publicação de “As Rimas Infantis da Penélope Pé-de-Salsa” e “O Conto do Porquinho Robinson”, os últimos, passaram oito anos.

 

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