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Comentário ao livro “ESTRELA ERRANTE” de J.M.G. Le Clézio
“Estrela Errante” conta-nos a história de duas jovens: Esther, uma judia que foi vítima do regime nazi e Nedjma, palestiniana que foi vítima da criação do Estado de Israel na Palestina, quando os oprimidos passaram a opressores.
Le Clézio, o autor, nasceu na Ilha Maurícia de uma família de colonos oriunda da Bretanha que, mesmo depois da ilha passar a fazer parte do Império Britânico, continuou a falar francês. O seu pai era cirurgião e seguiu a vida militar, tendo participado na Segunda Guerra Mundial, enquanto a família vivia em Nice. Depois da guerra, continuou a servir no exército e a profissão levou-o a trabalhar em diversos países da África. Por isso, Jean-Marie teve uma vida errante na sua infância e juventude, o que o marcou para sempre e transparece nas suas obras literárias. Depois de se licenciar com um curso de literatura, viveu entre os povos indígenas no Panamá, durante vários anos na década de 1970, uma experiência que mudou profundamente a sua visão da vida, da arte e das pessoas. A sua obra literária tem duas partes: na primeira, apresenta uma escrita experimental com personagens obcecadas pela morte, mas passa, a partir de 1970, a abordar temas como a infância, a adolescência e as viagens, o que torna os seus livros mais populares. “Estrele Errante” foi publicado em 1992 e é, portanto, uma obra desta segunda fase.