O Instituto

Comentário ao livro “O INSTITUTO” de Stephen King
Finalmente, consegui um tempinho para ler esta obra de Stephen King, o grande rei do thriller. Como de costume, é uma história fantástica, uma situação inimaginável e com um final arrepiante e teoricamente impossível.
Na primeira parte, é-nos apresentado Tim Jamieson que, aparentemente, não tem nada que ver com a história que Stephen King nos quer contar, mas terá um papel cruciante na parte final. Parece que o destino o conduziu para o local onde teria de estar, ele que era a pessoa certa para fazer o que tinha de ser feito quando chegasse a hora de ser feito.
Só na segunda parte tomamos conhecimento com aquele que viria a ser o personagem central da história. Trata-se de Luke, uma criança de 12 anos terrivelmente inteligente que estava a ser disputada por duas das mais famosas universidades dos Estados Unidos, mas que, para além da sua enorme inteligência, tinha também uma pequena dose de outro dom: a telecinesia. E foi essa reduzida capacidade para mover objetos sem lhes tocar que alterou completamente a sua vida. Certo dia, a sua casa foi assaltada por um grupo armado, foi adormecido com um gás, raptado e acordou num quarto que era uma réplica quase perfeita do seu quarto. Estava no “Instituto”, um local altamente secreto, onde eram feitas experiências com crianças que tinham os dons da telepatia ou da telecinesia. Bem camuflado no meio de uma floresta num local longe de tudo, seria um laboratório governamental? Ou seria uma organização privada? Qual era a sua finalidade? Tantas crianças especiais reunidas no mesmo local para quê? O certo é que criança que lá entrasse, nunca mais saía. Até ao dia em que foi cometido um pequeno erro: subestimarem a inteligência de uma criança. Luke não tinha muito para dar ao Instituto e acabaria, provavelmente, no crematório; mas tinha tudo para conseguir o que nunca criança alguma tinha conseguido: fugir!
Como planeou a fuga e conseguiu levá-la a bom termo? Quais foram as consequências dessa fuga? Fosse o acaso, fossem as capacidades de Luke, fossem as capacidades das crianças do Instituto, ou estivesse previsto no destino, como foi possível que Luke e Tim se encontrassem, eles que estavam a milhares de kms um do outro, e fossem os detonadores de uma série de acontecimentos que talvez tenham mudado o mundo e, quem sabe, o destino da humanidade? O karma é uma coisa tramada!
Como é habitual nos livros de Stephen King, o paranormal é parte importante no desenvolvimento da trama do romance. Aqui são as capacidades extrassensoriais. Diz-se que só utilizamos cerca de 10% da capacidade do nosso cérebro. Será possível virmos um dia a expandir as nossas capacidades? Os autores de ficção científica têm sido pródigos em hipóteses. A TP e a TC são só duas delas que Stephen King utiliza neste livro de forma magistral para criar um romance cheio de ação, terror e efeitos que resultarão maravilhosamente no cinema, como já aconteceu com outros romances seus que deram excelentes filmes.
Como leitor apaixonado pela ficção científica, pelo thriller e pelo romance de aventura, gostei muito deste livro, tal como gostei dos outros livros que já li deste autor.